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Centro de Documentação e Memória
Maria Angela Moretzsohn

Sobre o CDM

Centro de Documentação e Memória Maria Ângela Gomes Moretzsohn da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo

Neste ano estamos comemorando os setenta anos de nossa Instituição. O acervo do Centro de Documentação e Memória da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo vem se desenvolvendo ao longo de sucessivas diretorias com o compromisso ético de preservação de nossa história.

Seu início se deu na década de 2000, quando a então Divisão de Documentação e Pesquisa da História da Psicanálise tomou uma atitude decisiva ao dar apoio à curadoria responsável pela exposição “Brasil, Psicanálise e Modernismo”, paralela à mostra “Freud, Conflito e Cultura”.

A mostra estimulou a curiosidade e promoveu ampla investigação a respeito da entrada das primeiras ideias psicanalíticas em São Paulo e, consequentemente, no Brasil. O sucesso de público e crítica apenas chancelou o que a Sociedade já esboçava: a necessidade de um espaço que guardasse a documentação histórica, inserida na própria história da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.

À medida que o acervo foi se ampliando, passou a despertar interesse não apenas da comunidade que compõe a Sociedade, mas também de um público mais amplo. Surgiram assim novas demandas e a necessidade de uma administração especializada se impôs.

Em 2020, a Divisão foi reconfigurada a partir da natureza da sua documentação e de suas ações, passando a se chamar Centro de Documentação e Memória Maria Ângela Gomes Moretzsohn, em reconhecimento a sua valorosa contribuição e dedicação à consolidação do acervo.

O aumento do interesse do público em geral tem levado a SBPSP à atualização de protocolos técnicos visando atender a demanda para acesso ao nosso rico patrimônio.

Sob a nossa guarda, destacam-se os acervos pessoais dos pioneiros de nossa Sociedade bem como o próprio arquivo histórico da SBPSP. Composto de documentos textuais, iconográficos, sonoros e audiovisuais, o acervo detém também livros e objetos, tendo como elemento comum e articulador a História da Psicanálise. Assim, buscando apresentá-lo para futuros interessados, elencamos alguns dos nossos Fundos e Coleções:

Adelheid Lucy Koch

Darcy de Mendonça Uchôa

Durval Bellegarde Marcondes

Flávio Rodrigues Dias

Frank Julian Philips

Gecel Luzer Szterling

Isaías Hessel Melsohn

Judith Seixas Teixeira de Carvalho Andreucci

Lygia Alcântara do Amaral

Mário Yahn

Roberto Azevedo

Virgínia Leone Bicudo

Nestas sete décadas de existência, a Sociedade não apenas tornou-se uma referência na formação de novos psicanalistas e nos estudos da Psicanálise em São Paulo e no Brasil, como também constituiu um acervo que reflete tanto a história da própria instituição quanto de parte de seus atores, psicanalistas pioneiros que ajudaram a erigir um legado que hoje é motivo de orgulho para todos os seus membros.

O acervo do CDM é um patrimônio documental valioso em vários sentidos. Mantê-lo exige dedicação, conhecimento técnico e investimento. Itens de valor incomensurável, como cartas de autoria de Freud e fotografias do pai da Psicanálise, seguem sendo adquiridas na construção de nosso acervo, atualmente sendo guardadas em embalagens modernas e seguras, desenvolvidas especialmente para nossos itens.

Além do cuidado com o acervo físico, projetos caros a nossa Sociedade seguem sendo realizados, tais como:

– Projeto Memória, composto por material coletado a partir de entrevistas gravadas e filmadas com alguns dos primeiros psicanalistas da nossa instituição, e que continuam sendo feitas até os dias de hoje;

– publicação de livros organizados a partir dos documentos de nosso acervo, como o Dear Virgínia, a respeito da correspondência entre Lygia Alcântara do Amaral e Virgínia Leone Bicudo.

Ciente de suas responsabilidades, a SBPSP sabe que guardar sua própria história não é escondê-la em um cofre ou expô-la em uma vitrine a ser admirada apenas de longe. Pelo contrário, o sentido de um espaço de guarda da história e da memória é manter vivo, ativo e dinâmico um acervo que deve ser acessado, consultado e pesquisado, de modo que, mais do que uma ode ao passado, ele possa ser um importante lugar de reflexão para o presente e um instrumento de preparação para o futuro.

Carmen C. Mion

Presidente – SBPSP

Regina Lacorte Gianesi

Coordenadora – CDM-SBPSP

Yone Vittorello Castelo

Co-coordenadora – CDM-SBPSP

Normas de Acesso

Para conhecer mais sobre nosso acervo e realizar suas pesquisas conosco, agende sua visita pelo e-mail: documenta@sbpsp.org.br

 

Destaques

O acervo do Centro de Documentação e Memória da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo abriga arquivos pessoais de psicanalistas basilares, tanto para a formação de nossa Sociedade como para a própria História da Psicanálise no Brasil.

Neste mês, inauguramos este espaço dedicado a divulgação de documentos presentes no acervo do CDM-SBPSP com a transcrição do rascunho da carta de Durval Marcondes a Sigmund Freud, registro emblemático da efeméride dos 70 anos de fundação da SBPSP.

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Artigos

Do Delírio Geral é um artigo do Dr. Francisco Franco da Rocha publicado no jornal O Estado de São Paulo em março de 1919. Trata-se da reprodução da aula ministrada por ele junto à Faculdade de Medicina da USP, que teve grande impacto para Durval B. Marcondes, que na época era aluno de Franco da Rocha.


Modernismo, mulher e psicanálise: Adelheid Koch, Virginia Bicudo, Lygia Amaral e Judith Andreucci: pioneiras da Psicanálise em São Paulo, artigo da psicanalista Teresa Rocha Leite Haudenschild publicado pela revista Ide, vol. 38 n. 60, 2015.


Reprogressão nas doenças psicossomáticas, artigo escrito pelos psicanalistas Adelheid Koch, Luis Miller de Paiva, Hellagio Capisano, Bernardo Blay e Eugenio M. de Oliveira publicado na Revista Brasileira de Psicanálise, vol. 2 n. 3, 1968.


Uma carta, uma história, artigo sobre Virginia Bicudo, de autoria das psicanalistas Maria Angela Gomes Moretzohn e Maria Helena Teperman. Publicado no Jornal de Psicanálise n. 87 p. 261, 2014.

Documentos

“Que a Sociedade Brasileira de Psicanálise tenha uma vida útil e fecunda”: Carta de Durval Marcondes a Sigmund Freud, 1927

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“Onde se deve aplicar a psicanálise para provar sua eficácia é nas neuroses”: Carta de Franco da Rocha a Durval Marcondes, 15 de agosto de 1930

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“Grupo Psicanalítico Brasileiro reconhecido pela International Psychoanalytical Association”: Carta de Ernest Jones a Adelheid Koch, 9 de dezembro de 1943

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Carta-convite de Melanie Klein a Virgínia Bicudo, 1 de junho de 1956

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Impressões do Congresso de Amsterdã no qual houve o reconhecimento oficial definitivo da nossa sociedade: Carta de Lygia Alcântara do Amaral a Durval Marcondes, 20 de agosto de 1951

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Fotos

Reportagem sobre a psicanalista Virgínia Leone Bicudo, publicada no jornal Folha de São Paulo em 19 de julho de 2021.

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Artigo de Virgínia Leone Bicudo publicado no jornal Folha da Manhã sobre o seu programa de radioteatro “O Nosso Mundo Mental”.

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Formandos em Sociologia e Política da ELSP em 1938, destacando Virgínia Leone Bicudo como única mulher da turma.

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Reunião de Gecel Szterling, Lygia Amaral, Virgínia Bicudo e Wilfred Bion.

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Frank Philips, Horacio Etchegoyen e sua esposa, 1994.

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Adelheid Koch, Virgínia Bicudo, Durval Marcondes, Herminda Marcondes e Frank Philips, anos 1940.

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Francesca Bion e Virgínia Bicudo em Brasília, 1978.

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Reunião de psicanalistas paulistas no começo da década de 1950. De frente, Virgínia Bicudo, Darcy Uchoa, Theon Spanudis, Adelheid Koch, Niels Hack e Durval Marcondes.

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Primeiro número do Jornal de Psicanálise, maio de 1966.

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Virgínia Bicudo e o então presidente Juscelino Kubitschek em 1958, numa recepção na Embaixada do Brasil em Londres.

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“Symphonia em branco e preto”, poema escrito por Durval Marcondes para a revista Kláxon: mensário de arte moderna, em agosto de 1922.

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Confraternização no Congresso Internacional em Amsterdã, onde a SBPSP foi reconhecida oficial e definitivamente pela IPA em 1951.

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Grupos de analistas no começo dos anos 1970: Durval Marcondes, Laerte Ferrão, Carlos Heleodoro Pinto Affonso, Frank Phillips, Roberto Azevedo, Herbert Rosenfeld, Isaias Mehlson e Octávio Luiz de Barros Salles.

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II Jornada Brasileira de Psicanálise, maio de 1968: Jayme Sandler, Luís de Almeida Prado Galvão, Durval Marcondes.

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Psiquiatras e futuros analistas no Sanatório Bela Vista na década de 1940: José Longman, Eugênio Mariz de Oliveira Neto, Virgílio Câmara Pacheco.

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Casas geminadas de Durval Marcondes à Rua Siqueira Campos, desde fins dos anos 1920. A da direita era a residência; a da esquerda, o consultório. Dos fins dos anos 1930 a meados dos 1940, os analistas de São Paulo aí se reuniam, informalmente.

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Jantar em homenagem a Adelheid Koch em 1951, com presença de Durval Marcondes, Virgínia Bicudo, Henrique Mendes, Maurício Levy, Waldemar Cardoso, Ernst Koch, Herminda Marcondes e Theon Spanudis.

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Lygia Amaral, Darcy de Mendonça Uchoa, Judith Andreucci e Isaías Melsohn no VII Pré-Congresso Brasileiro de Psicanálise, em 1978.

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A dança de Virgínia Bicudo e Yutaka Kubo no III Congresso Brasileiro de Psicanálise, em 1972.

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Deocleciano Bendocchi Alves e Chaim Hamer no IX Congresso Brasileiro de Psicanálise, em 1983.

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Bernardo Blay Neto, Deoclesiano Bendocchi Alves e Pérsio Osório Nogueira no VII Congresso Brasileiro de Psicanálise em São Paulo, 1978.

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Vídeos