CICLO DE CINEMA E PSICANÁLISE “OUTSIDER FREUD”
Ciclo de Cinema e Psicanálise trazsessão de “Outsider. Freud” em agosto
Com entrada gratuita, esta edição acontece no dia 11, terça-feira, às 19h.
O Ciclo de Cinema e Psicanálise, programa mensal do MIS, é realizado em parceria com a Folha de S.Paulo e a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP).
A edição de agosto do Ciclo de Cinema e Psicanálise do MIS, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, exibe o documentário "Outsider. Freud", do cineasta israelense Yair Qedar. Premiado internacionalmente, o longa combina uma profunda pesquisa documental de arquivo com depoimentos de importantes psicanalistas para revisitar a vida e o legado de Sigmund Freud sob uma perspectiva contemporânea. Vencedor do Gradiva Award 2025, o longa já foi exibido em mais de 20 países e em instituições de referência como os Museus Freud de Viena e Londres.
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Após a sessão, que acontece no dia 11, às 19h, será realizado um bate-papo com a presença do psicanalista Leopold Nosek e do escritor e psicanalista Paulo Schiller. A mediação da conversa é de Luciana Saddi, coordenadora do Programa de Cinema e Psicanálise da Diretoria de Cultura da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). Especialmente nesta edição, o diretor Yair Qedar enviará um vídeo com mensagem para a plateia do Ciclo de Cinema e Psicanálise.
Sobre o Ciclo de Cinema e Psicanálise
Programa mensal do MIS, é realizado em parceria com a Folha de S.Paulo e a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) e apresenta sempre um filme seguido de debate mediado por Luciana Saddi, coordenadora do Programa de Cinema e Psicanálise da Diretoria de Cultura da SBPSP.
Sobre o filme
Outsider. Freud (dir. Yair Qedar, 2025, 66 min, Israel/Austria/Alemanha, 12 anos) - Uma jornada em quatro atos pela vida e pela obra de Sigmund Freud, combinando animação, sonhos e reflexões de importantes psicanalistas. O filme explora a experiência de Freud como judeu marginalizado em Viena durante a ascensão de Hitler e como essa condição influenciou suas teorias e sua vida pessoal. Por meio de um olhar íntimo, o documentário revela novas dimensões do legado de Freud, destacando sua contribuição para a psicanálise, sua relação com o judaísmo e as dinâmicas de poder envolvidas na condição de ser um outsider.
Yair Qedar é um cineasta premiado e ativista social, especializado em documentários biográficos de caráter literário. Ao longo dos últimos 14 anos, por meio da série documental "The Hebrews", dirigiu e produziu 19 filmes dedicados a importantes escritores judeus e de língua hebraica. Qedar desenvolveu uma linguagem cinematográfica singular, que combina pesquisa aprofundada em arquivos históricos, animação inovadora e trilhas sonoras originais. Seu filme mais recente, “Outsider Freud”, investiga a vida e o legado de Sigmund Freud sob uma perspectiva contemporânea.
Sobre os convidados
Leopold Nosek é psicanalista, membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). É autor de inúmeros artigos e capítulos publicados em livros e periódicos nacionais e internacionais, além de A disposição para o assombro (Editora Perspectiva, 2017) e O método Marlow: estudos indisciplinares em psicanálise (Editora Perspectiva, 2025). Editou também Álbum de família: imagens, fontes e ideias da psicanálise em São Paulo (Casa do Psicólogo, 1994). Foi editor da revista ide e da Revista Brasileira de Psicanálise e um dos idealizadores da revista latino-americana Calibán. Em 2014, recebeu o Sigourney Award, em reconhecimento à sua atuação clínica e institucional e à aproximação da psicanálise com a cultura, a política e as artes. Entre os inúmeros trabalhos realizados em favor da psicanálise, presidiu a SBPSP, a FEBRAPSI e a Federação Psicanalítica da América Latina (FEPAL).
Paulo Schiller é psicanalista, escritor e tradutor literário do húngaro, do inglês e do francês. Reconhecido por suas traduções diretas do alemão, verteu para o português obras fundamentais de Sigmund Freud, Franz Kafka e Thomas Mann, além obra “Sátántangó” do Prêmio Nobel de 2025, autoria de László Krasznahorkai. Paulo também é médico pediatra formado pela Universidade de São Paulo (USP), coordenou durante 12 anos o Serviço de Psicologia e Psicanálise do Departamento de Oncologia Pediátrica da UNIFESP (GRAACC).
Sobre a mediadora
Luciana Saddi é psicanalista e escritora. É membra efetiva da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) e docente do Instituto Durval Marcondes. É mestre em Psicologia pela PUC-SP. É autora de “Educação para a morte” (Ed. Patuá), coautora dos livros “Alcoolismo – série o que fazer?” (Ed. Blucher) e “Maconha: os diversos aspectos, da história ao uso”. É fundadora do Grupo Corpo e Cultura, coordenadora do Programa de Cinema e Psicanálise da Diretoria de Cultura e Comunidade da SBPSP em parceria com o MIS e a Folha de S.Paulo. É professora da Casa do Saber e do Instituto Espe.
Outsider. Freud, por Luciana Saddi
“Yair Qedar é um cineasta e documentarista israelense, conhecido por seus filmes sobre importantes figuras da cultura judaica. Em Outsider. Freud (2025), apresenta a vida e a obra de Sigmund Freud. O percurso parte de sua condição judaica na Viena antissemita; recupera suas primeiras descobertas científicas; atravessa a morte do pai e a autoanálise; chega à criação da psicanálise e à polêmica em torno da sexualidade infantil; acompanha as inúmeras perdas familiares e o confronto com a doença e a morte; e termina com a fuga de Viena e o exílio em Londres. Talvez por retratar, ao mesmo tempo, a trajetória de um pensamento e a de um homem, o filme recorra à imagem do trem. Ela parece costurar os deslocamentos históricos e conceituais de Freud às transformações de sua vida interior, marcadas pelo luto, pela investigação da psique e pela invenção da psicanálise.
Mais do que reconstruir uma biografia, Outsider. Freud mostra como a criação freudiana foi, ao mesmo tempo, marginal e revolucionária para o pensamento de sua época. Ao instituir um método de investigação da psique e uma prática clínica de tratamento, Freud abalou a centralidade do sujeito racional, conferiu ao inconsciente um lugar estruturante e transformou radicalmente a compreensão da sexualidade. O filme sugere que sua posição de exterioridade — cultural, epistemológica e simbólica, sempre marcada por tensão — não foi apenas circunstancial, mas esteve no cerne da invenção psicanalítica.
É verdade que cada psicanalista tem um Freud — ou vários Freuds — para chamar de seu. O mesmo vale para os biógrafos. Com Outsider. Freud não é diferente. Ao retornar ao tempo de Freud, o filme também se dirige ao presente: entrelaça história e olhar contemporâneo, sem pretender oferecer uma imagem definitiva de seu personagem. O Freud que emerge é, portanto, também aquele que nosso tempo é capaz de ver”.
Serviço | Ciclo de Cinema e Psicanálise – “Outsider. Freud”
Data: 11.08, às 19h
Ingresso: gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria do MIS)
Local: Auditório MIS (168 lugares) | Avenida Europa, 158, Jd. Europa, São Paulo – SP
Classificação: 12 anos
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