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Curso de graduação em Psicanálise: é possível? 

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Batuque é um privilégio
Ninguém aprende samba no colégio
Sambar é chorar de alegria
É sorrir de nostalgia
Dentro da melodia
Feitio de Oração – Noel Rosa

Tá legal, eu aceito o argumento
Mas não me altere o samba tanto assim
Olha que a rapaziada está sentindo a falta
De um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim

Sem preconceito ou mania de passado
Sem querer ficar do lado de quem não quer navegar

Faça como um velho marinheiro
Que durante o nevoeiro
Leva o barco devagar
Argumento – Paulinho da Viola

Pode isso, Arnaldo?
Bordão utilizado por um conhecido comentarista de futebol.


Recentemente, além da pandemia e da crise política nas quais  estamos inseridos, soubemos de mais um fato que nos assombrou: a oferta de um curso de graduação, bacharelado em psicanálise, no formato Ensino à Distância, com  duração de 4 anos, por um Centro Universitário ligado a um grande grupo econômico educacional, com diploma e autorização para clinicar. 

O eterno retorno do recalcado! A formação dos psicanalistas não tem atalhos. É árdua e pautada por uma ética singular, seriedade e um longo e árduo trabalho de conhecimento do inconsciente (análise pessoal, supervisão e estudos) dos profissionais que desejam se tornar psicanalistas.

Sabemos que o resultado da supremacia dos interesses comerciais em relação ao conhecimento psicanalítico desenvolvido ao longo de mais de um século e aos critérios de formação e transmissão da psicanálise de sólidas instituições psicanalíticas é conhecido: pessoas bem-intencionadas e/ou que buscam soluções para suas dores na alma e na mente são enganadas por escolas e profissionais pautados pela lógica mercantil da busca pelo lucro incessante.

Diante da notícia do curso, sobram indagações e faltam respostas: O MEC autorizou? O curso está credenciado? Mas, a psicanálise não é regulamentada, é um ofício, mesmo assim é possível um curso de graduação em psicanálise? Fato que nos remete à antiga discussão da regulamentação e da regulação da profissão/ofício de psicanalista. Nessa breve nota, informo alguns detalhes do processo de criação desse curso.

Oxalá, o cancioneiro brasileiro possa inspirar a nossa Federação e a comunidade dos psicanalistas a defender a potência do legado freudiano de interesses mercantis. Ademais, que a lembrança do bordão futebolístico evite posturas semelhantes às de torcidas organizadas de futebol e suas posições apaixonadas desprovidas de temporalidades, estratégias, perspectivas etc. etc. ao longo dos próximos meses, na definição de estratégias de combate a esse acinte. 

Sem liberdade poética, quase que semanalmente, recebemos na Febrapsi, informações de tais cursos, “sindicatos”, “conselhos” etc. etc.. Até há pouco tempo, antes da pandemia, tínhamos notícias frequentes de cursos de formação clínica, sindicatos, conselhos e de profissionais, normalmente, sob a égide de credos religiosos tais como: psicanálise cristã, psicanálise xamânica, a formação da Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil (SPOB) etc. etc.. 

No entanto, o que temos observado, recentemente, é que a oferta de tais cursos saíram do estrito campo religioso e, agora, estão pautados por uma lógica mercantil, com assessoria de psicanalistas e com alto grau de profissionalismo, promovidas por grandes grupos econômicos, como é o caso do curso de graduação em psicanálise recém-lançado pelo Centro Universitário Internacional, Uninter, do Paraná. Um grande grupo econômico associado à educação que pertence a um empresário e político tradicional com fortes vínculos ao atual governo e a políticos daquele estado.

Para tais segmentos, o exercício e a formação em psicanálise tornaram-se uma mercadoria.

A psicanálise é laica, incompatível com uma Weltanschauung religiosa e não é uma mercadoria!!

O Uninter, segundo seu sítio eletrônico, está presente em todos os estados da federação, com aproximadamente 400 cursos de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e extensão. Já formou algo em torno de 500 mil alunos. Há informações que a demanda para o curso em psicanálise é de aproximadamente 2.000 alunos com início previsto para meados de fevereiro próximo.  

Tais grupos têm profissionais especialistas no emaranhado rizomático das leis, portarias e normas da burocracia de Brasilia. Assim, segundo a legislação vigente é necessária a autorização prévia do Ministério da Educação para a oferta de cursos de graduação. No entanto, as universidades e os centros universitários independem de autorização para o funcionamento de curso superior, devem apenas informar o Ministério da Educação os cursos criados por atos próprios para fins de supervisão, avaliação e posterior reconhecimento.

Com essa informação, é possível esclarecer alguns aspectos. O curso de bacharelado em psicanálise do Uninter está dentro da legalidade e o MEC autorizou, tacitamente, segundo as portarias e normas vigentes, a criação do curso. O Uninter necessita, apenas e somente, informar o MEC da criação do curso. 

No entanto, a oferta de cursos de graduação em direito, medicina, odontologia, psicologia e enfermagem, inclusive em universidades e centros universitários, depende de autorização do Ministério da Educação após prévia manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e do Conselho Nacional de Saúde.

O necessário pedido de reconhecimento do curso – para a validação do diploma do aluno – poderá ser solicitado pela Instituição de Ensino Superior (IES) no período compreendido entre cinquenta por cento do prazo previsto para integralização de sua carga horária e setenta e cinco por cento desse prazo. No caso do curso da Uninter, caso inicie em 2022, o pedido de credenciamento deverá ser feito após 2024. Vale registrar esse prazo.

O reconhecimento de cursos de graduação em direito, medicina, odontologia, psicologia e enfermagem será submetido à manifestação, em caráter opinativo, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, no caso de curso de Direito, e do Conselho Nacional de Saúde, nos cursos de Medicina, Odontologia, Psicologia e Enfermagem.

A Febrapsi está atenta a tais movimentos.

A Federação Brasileira de Psicanálise é uma instituição fundadora e componente do Movimento Articulação – um delicado arranjo institucional que une cerca de 24 entidades psicanalíticas de vários matizes teóricos e clínicos – que tem como objetivo obstruir projetos de lei no Congresso Nacional que visam à regulamentação da psicanálise como profissão e informar a sociedade da natureza e a especificidade do nosso ofício. Nesse sentido, o Movimento teceu manifesto contrário a criação do curso, subscrito pelas instituições que compõem o movimento e com o apoio de mais de cem entidades psicanalíticas que está circulando pelas redes sociais e estimulou a publicação de um conjunto de excelentes artigos, lives e discussões. 

Em direção de contrarrestar os ataques ao nosso ofício, a Febrapsi também desenvolve a campanha #PsicanaliseÉ, levada à frente pela Diretora de Divulgação e Comunicação da Febrapsi, Marina Bilenky, que por meio de posts e vídeos gravados por colegas, informa, nas mídias sociais, a psicanálise que praticamos no campo da IPA/Febrapsi. O nosso modo de fazer e pensar a clínica, a teoria e o método psicanalítico. 

Convido todos a divulgar o material que se encontra no perfil e no sítio eletrônico na Febrapsi e nas mídias sociais (Facebook e Instagram).

A Febrapsi está trabalhando para a divulgação dos princípios da psicanálise, da seriedade e da ética da formação, bem como de seu exercício, que praticamos nas 18 federadas que compõem a Federação e fará o possível e o necessário para defender a tradição psicanalítica junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional. Vamos continuar a fazer gestões junto às instâncias do Governo e do Estado para que a voz da Febrapsi e dos princípios da psicanálise que praticamos, seja ouvida. 

No esteio das vitórias da ABP/Febrapsi contrárias às ações da SPOB no início dos anos 2000, vamos seguir na defesa da especificidade do legado freudiano. 

Um abraço,

Carlos Frausino

Membro da Sociedade de Psicanálise de Brasília (SPBSB). Diretor do Conselho Profissional da Febrapsi, Mestre pela Unicamp. Editor da revista Alter, da SPBSB (2013-2017).  

Imagem: Negative Space (Pexels.com



Comentários

26 replies on “Curso de graduação em Psicanálise: é possível? ”

Elza Maria das Graças de Lima disse:

Confirmo a indignaçao !
Abraço!

Edson disse:

Boa noite! Estando o curso de Graduação em Psicanálise da Uninter reconhecido pelo MEC, os cursos livres que, antes foram oferecidos, perderão a sua validade para o exercício da profissão de psicanalista?
Obrigado!

Psicanalista experiênte disse:

Uma faculdade que lançou a 1 ano não tem como acabar com milhões de psicanalistas formados em curso livre sim a muitos anos no mundo e Brasil, muitos são também formados em outras áreas pelo MEC o obrigatório é estudo de no mínimo 3 anos em alguma escola ou por conta própria, terapia pessoal de 3 anos, supervisão pelo menos um pouco antes de começar atender e atendendo continuar o tripé pra sempre sempre que possível. Não existe lei ou exigência dentro de conselhos ou associações ou na área da psicanalise que obrigue exija ter faculdade de psicanalise isso é uma palhaçada que inventaram para ganhar dinheiro e manipular achar que implanta isso .por ser um tema da moda pós pandemia e para melhorar a grana da faculdade que deve ter perdido milhões de alunos na crise inventaram esse curso bem como curso superior de pics não existia , dali a pouco vão criar faculdade de cabeleireiro, manicure , jardineiro ,costureiro gerente, bancário, não caiam nessa de faculdade de psicanalise ou de profissão não regulamentada, até porque vc não vai ter emprego na área se fizer a faculdade será autônomo viverá dependendo de si nada esra garantido…..

Carla disse:

Já existe faculdade de estética e cosmética para cabeleireiros e profissionais da área, contabilidade e administração para bancários e diversos outras graduações que qualificam profissionais de diversas áreas.

José Leonides Moreira disse:

Os de Teologia foram amparados… Acredito que os de Psicanálise também serão.

Neilton Libanio disse:

A Psicanálise no Brasil é uma ocupação livre e não regulamentada. Partindo desse princípio, o Estado não pode proibir que a formação aconteça no ambiente acadêmico. Se colocar na mão no estado a possibilidade de proibição, necessariamente deverá haver algum tipo de regulamentação estatal.

Jose Osvaldo Martins da Silva disse:

Tem diferença, o bacharelado e cursos vendidos na internet? Eu fiquei meio confuso com esse contraditório. Não posso oferecer um curso de 4 anos, mas posso oferecer um curso de 6 meses e afirmar que ao término você será diplomado em psicanálise? Não parece meio que um certo meio de desvio de interesse? Ao invés do dinheiro dessas entidades que oferecem os cursos (pagos), mas associados a Federação podem diplomar, uma universidade, não. Ficou meio confuso.

Roberto Gomes de Sousa disse:

Muito decepcionante! Fiz formação livre em “Psicanálise Clínica”. Devido à aprovação pelo MEC do curso de bacharelado da Uninter, perderei esta formação? Não poderei atuar como psicanalista?

Izabel Sampaio disse:

Honestamente não entendo porque a graduação em psicanálise na Uninter, se feita junto a sua análise pessoal e supervisão nos atendimentos, seja tão diferente de outros milhares de cursos que se vendem na internet. Minha dúvida é: é possível manter o tripé da formação psicanalista estudando na faculdade, depende do profissional. Como depende do profissional psicanalista em tudo pra se manter atualizado, etc.

Ailton Camilo de Lima. disse:

Não!
Os cursos livres de formação psicanalítica continuam valendo.
Não existe lei que os proíbem. O que a UNINTER fez foi apenas criar o curso, para quem deseja ter a formação reconhecida pelo MEC.

Carla disse:

Se há cursos livres que qualquer pessoa pode fazer na área de psicanálise e depois “clinicar”, mesmo sem nenhuma formação em psicologia ou medicina, um curso de graduação, com duração de quatro anos, regulamentado, não daria maior credibilidade aos profissionais da área?

ZILDENE TAVARES disse:

Pelo meu entendimento, a pessoa que optar pelo bacharelado estará apta a lecionar também

Halline disse:

Ou seja, aquele que independente de sua dedicação em grupos de estudos, leituras e pesquisas, por conta de ser uma graduação direta e ser em formato EAD , essa aluno não terá nenhum crédito de seu esforço e muito menos será reconhecido profissionalmente, generalizando assim a todos como não capazes?

Mário Luna disse:

Gostaria de discorrer brevemente sobre esse assunto

A seguir, parte da resposta do “Psicanalista Experiente” ao senhor “Edson” sobre a possibilidade da graduação da Uninter invalidar os demais cursos livres feitos pelos psicanalistas:

“O requisito obrigatório é o estudo de, no mínimo, três anos em alguma escola ou por conta própria, terapia pessoal de três anos, supervisão antes de começar a atender e continuar o tripé (estudo, terapia e supervisão) sempre que possível.

Agora, vamos refletir: como alguém em sã consciência pode confiar sua vida nas mãos de alguém que supostamente estudou por conta própria, como ele mesmo disse? Ou ser atendido por alguém que fez um curso livre, sem saber que conteúdo foi ensinado e com que motivação foi realizado esse curso?

Preocupar-se com a invalidação dos conteúdos estudados e das pessoas que exercem a psicanálise por causa da graduação é uma coisa. Outra coisa muito diferente é defender que basta estudar por três anos em uma escola, sem saber qual, ou por conta própria, mais terapia de três anos e supervisão antes de começar a atender, e continuar o tripé para sempre que possível.

Parece que, no fundo, existe o receio daqueles que oferecem cursos livres de se sentirem ameaçados e verem seus cursos sendo abandonados pelos alunos que têm a possibilidade de estudar psicanálise e, ao mesmo tempo, adquirir uma graduação. Desse modo, eles instigam e jogam os psicanalistas contra a formação através da graduação.

No fim das contas, os psicanalistas que simplesmente querem exercer a psicanálise e recebem informações distorcidas em relação à graduação acabam se tornando massa de manobra daqueles que percebem que seus cursos poderão perder importância para quem quiser estudar psicanálise.”

Esse é um assunto que devemos refletir com muito cuidado!

Riza Darc Dias Gomes de Araújo disse:

Siiiiiiim a psicanálise está sendo comercializada,a tradição,o objetivo do qual foi criada e difundida está sendo adulterada,corrompida!A importância de cuidar para preservar ao máximo essa arte primária que é a psicanálise,para que não perca o sentido profundo e único da arte de desbravar os labirintos da mente humana!!!!

Claudio Vargas disse:

É verdade que existem instituições serias (pouquíssimas, que não são IES), que ministram o curso, porém, temos de reconhecer que no Brasil, sem nenhuma regulação seria, qualquer boteco oferece o curso. Estou de acordo que se ofereça a graduação ao nível universitário, com exigências de qualidade nas disciplinas e nos acadêmicos que ensinam, depois de tudo, se trabalha com a mente, as emoções, etc. Em fim, você faria cirurgia com um técnico em enfermagem o com um médico cirurgião?… A quem você entregaria a privacidade da sua Psique?

Izabel Sampaio disse:

Honestamente não entendo porque a graduação em psicanálise não possa ser o pé (formação teórica ) do tripé psicanalítico. Se feita junto a sua análise pessoal e supervisão nos atendimentos (estes feitos a parte da faculdade), seria uma formação acompanhada, de 4 anos, aparentemente melhor do que os cursos que vendem formação em psicanalise EAD em 6 meses e vc paga a análise e supervisão por fora. Mesmíssima coisa.
Deve-se reforçar a importância do tripé psicanalítico para formação de um analista, sendo a graduação apenas 1/3 do processo. É mais fácil discutir isso do que só querer derrubar essa concorrência.

Tem um ponto que pode incomodar as escolas de psicanálise e q são contra as graduações na área que é a questão de acesso financeiro. É simplesmente impossível uma pessoa comum arcar com as mensalidades cobradas. A graduação abre um pouco essa fronteira.

Alexandre lima de oliveira disse:

Gostaria de saber valores e se é EAD??

Conteúdo SBPSP disse:

Olá Alexandre. Por favor, entre em contato com a Secretaria da SBPSP pelo e-mail secretaria@sbpsp.org.br.

Juraci Cardoso disse:

Mediante essa publicação fico curioso por saber onde fazer um curso de Psicanálise que me dê segurança. Gostaria também de saber se alguém que faz o Bacharelado em Psicanálise oferecido pela UNINTER se torna em uma persona non grata aos olhos da FEBRAPSI?

Raquel disse:

O MEC não autoriza o ensino digital pra psicologia, a procura é grande pra esse curso então as universidades criam atalhos pra atender as demandas, lei da demanda e oferta, somos uma sociedade capitalista. Em vez de manifestar pela não regulamentação da psicanálise como curso de graduação deveriam manifestar para que fosse regulamentado o EAD pra Psicologia. No tempo atual que até quase todos tipo de trabalho é home office inclusive os seus atendimentos psicanalíticos, que são feitos pelo Zoom ou outras plataformas digitais, é um atraso a insistência em não regulamentar cursos como o de Psicologia da mesma plataforma. Engraçado que atender digitalmente pode né, mas estudar não?

Dinho disse:

Essa iniciativa de formalizar o curso de Psicanalise chegou mais do que tardia. Ja era hora! Muita escola de esquina sem preparação adequada “formando” psicanalistas, sem nenhum critério de qualidade. Com certeza esse curso elevado a bacharelado mudara definitivamente (e para melhor), a visao da psicanalise no mundo. Sera mais respeitada e sera vista com outros olhos. É obvio que muitas escolas que ofertam o curso se prejudicarão ante o fato de que terão que se adequar a nova realidade da formaçao de psicanalistas, ou então certamente fecharão suas portas. Eu não acredito que essa nova modalidade de formaçao agora oferecida, bacharelado em psicanalise, afetará psicanalistas que ja exercem essa ocupação com tanta dedicação e a tanto tempo. Continuarão a serem respeitados e procurados por seus pacientes, pois que experiencias adquiridas com o tempo não serão diminuidas pelo fato de possuirem ou não graduação, em uma area que conhecem e dominam bem. Portanto, só se sentirá ameaçado o psicanalista que utiliza a psicanalise principalmente para fins lucrativos, não porque amam o que fazem. Quem confia em si e no seu potencial não teme concorrencia – seja ela graduada ou nao!!

Claudia disse:

O correto seria lutar pela regulamentação da psicanálise, aí sim…

Ana Maria Soriano Bobsin disse:

Não consigo entender a polêmica: Freud sempre afirmou que a psicanálise é uma práxis leiga, (e que não deveria ficar restrita a medicina ) que exige conhecimento profundo teórico, análise pessoal e supervisão. A Uninter tem uma ótima grade de estudos, ampla e abrangente. Por que tantos psicanalistas atuam por cursos livres por aí e a Universidade não pode formar graduados na área? Porque não são médicos ou psicólogos? Acho ridícula essa pseudo proteção de alguns, enquanto pessoas que amam a psicanálise e que poderiam levá-la ao mais desfavorecidos sejam excluídos. Isso me parece uma lamentável proteção dos “seus”, aqueles que puderam ser médicos e psicólogos antes. É muito triste esse “fora Uninter”. Psicanálise para as elites? É uma vergonha.

JÉSSICA disse:

Não sei para que toda essa briga. Se o curso estiver regulamentado, vai acontecer e ponto.
É aquela famosa frase ” cachorro de dois donos, morre de fome” a filosofia da psicanálise em ser livre e não organizada em conselho ou algo do tipo, está levando um grande grupo educacional a assumir as rédeas.
Quem se formar na graduação, vai querer exercer e ai? não vai poder?
Se não puder, vão levar processo e vão ser obrigados a encaixar esses alunos em psicologia porque ninguém é besta de estudar 4 anos e depois ficar com um diploma ilustrativo sem poder exercer.
O que as pessoas querem é mais segurança para atuarem, respaldo de não ficar escutando toda hora de que psicanálise é balela. Se não tem conselho… espere que já já alguém cria… Cachorro de dois donos, morre de fome… ta na hora da psicanálise se organizar como curso.

ALEXANDRE disse:

Não adianta ficar indignado no campo intelectual. É necessário uma impugnação/debate no campo da constitucional jurídico e judicial. Cade a ADIN perante o STF? Que espécie de banca de advogados estão assessorando vcs?

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