
Palavras da Diretora do Instituto
Desde seu início, nos finais dos anos 30, a formação psicanalítica em São Paulo conheceu uma história de aperfeiçoamento, baseada sempre no tripé do ensino teórico, da supervisão e da análise didática. Fiel a essa história, o Instituto de Psicanálise “Durval Marcondes” da SBPSP organiza-se em torno e em função da formação analítica, processo dinâmico que está sempre a completar-se e em que se comprometem cada um de nossos analistas, analistas em formação e a instituição.
A formação analítica tem peculiaridades que vão além da transmissão do conjunto de conhecimentos que a nossa história determinou. Ela compreende uma face pública e uma privada.
Análise didática e supervisão individual constituem a face privada da formação. Isto é, embora regulamentadas estatutariamente pela SBPSP nas suas conformações gerais, a escolha de analista e supervisor é de exclusiva competência de cada membro filiado.
O ensino teórico, a face pública da formação, compreende uma organização curricular orientada em seminários obrigatórios (teóricos e clínicos) e eletivos. O atual currículo, implantado na segunda metade dos anos 90, adquiriu novos contornos no início dos anos 2000 com o advento da formação continuada. Assim, substituiu-se um período fixo em anos para o cumprimento, por parte do membro filiado, de sua formação, pela exigência de matrícula em pelo menos um seminário por semestre até o cumprimento dos créditos teóricos, do período obrigatório de análise didática, das duas supervisões individuais e a entrega de relatórios dessas supervisões oficiais. Terminados os créditos obrigatórios, geralmente o membro filiado cumpre a exigência da formação continuada matriculando-se semestralmente em seminários eletivos, cuja oferta cobre uma gama vasta de temas e autores nem sempre contemplados pelos seminários obrigatórios. Tal circunstância pode ter configurado um novo desenho temporal e de percurso teórico no cumprimento da formação oferecida que se faz mister conhecer.
A administração da formação analítica implica um volumoso trabalho para as instâncias dirigentes do Instituto de Psicanálise que, no entanto, não devem afastar-se das preocupações com os caminhos que vai tomando o percurso da formação.
Nesta gestão é propósito manter um espaço de reflexão tanto sobre a formação oferecida no nosso Instituto, como sobre os alcances que ela vem tomando no mundo psicanalítico. Espaço que dividimos com a Comissão de Ensino, órgão que integra o Instituto, composto por colegas eleitos pela coletividade de nossos membros, e ao qual são atribuídas funções reflexivas e deliberativas, determinadas pelo estatuto da SBPSP.
Leda Herrmann
Diretora do Instituto
Formação Psicanalítica