Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo
 
 
 
 
 
Palavra da Diretora - Instituto
 
Palavra do Diretor do Instituto
 

 

     Estamos assumindo a Diretoria do Instituto de Psicanálise Durval Marcondes em um momento auspicioso.

     No ano passado, comemoramos 50 anos da fundação do nosso Instituto, duas décadas após a chegada ao Brasil da dra. Adelhaid Koch, nossa primeira analista didata, vinda da Europa graças às gestões do dr. Durval Marcondes, que iniciou a formação do Instituto que tem o seu nome, analisando o grupo pioneiro que constituiu o núcleo dos primeiros psicanalistas de São Paulo.  

     Desde o início tivemos um trabalho árduo de implantação da psicanálise e da formação psicanalítica nascentes no Brasil; e nossas últimas diretorias se esmeraram na atenção ao regulamento do Instituto, em fase de últimos ajustes e aperfeiçoamento na informatização dos cursos.

     A formação psicanalítica constitui um sistema educativo sui generis. Preocupação dos analistas desde os tempos de Freud, focalizada e estudada extensamente pelos psicanalistas da Associação Psicanalítica Internacional, tem sido motivo de atenção e trabalhos em nossos congressos, jornadas e discussões científicas.

     Sociedades e institutos de psicanálise se completam em tarefas com objetivos diversos, visando em última análise o desenvolvimento da psicanálise.

     A Sociedade congrega seus membros e se aplica em finalidades científicas visando o crescimento da psicanálise e também sua inserção social e cultural.  

     A formação psicanalítica se exerce através de três linhas básicas: a análise pessoal, os seminários clínicos e teóricos e as supervisões.

     A análise pessoal constitui a base fundamental da formação.  Não se ensina a ser psicanalista, mas trata-se de experiência essencial para o vir-a-ser psicanalista.  O que visamos é uma introjeção da função analítica. A análise didática não é diferente de uma análise comum na medida em que constitui uma experiência emocional peculiar vivida pela dupla analista – analisando, por um período longo de tempo, com alta freqüência de sessões, com um analista preparado e qualificado pela instituição.

     Nos seminários clínicos ocorre uma primeira discussão aberta sobre o acontecer da clínica; trata-se de uma exposição pessoal, carregada de emoções e de momentos preciosos no progressivo crescimento teórico-clínico de nossos membros filiados.

     Nossos seminários teóricos incluem todo o elenco de autores que constituem a  história psicanalítica da SBPSP e do recorte que se sedimentou como nossa marca; em primeiro lugar, privilegiamos uma leitura atenta da obra de Freud; e temos em nosso passado, nesses 50 anos de história, uma longa vivência de intercâmbios e experiências com autores da escola inglesa; muitos dos nossos analistas tiveram experiência pessoal com Klein, neo-kleinianos e Bion.  Além disso, nossa grade curricular inclui uma centena de seminários eletivos nos quais o corpo discente e os membros filiados oferecem e escolhem temas e autores de seu interesse.

     As supervisões constituem experiência de relação bipessoal também específica; o supervisor observa o material clínico em pauta, e também as ansiedades, contra-transferências, e ainda a criatividade  e as singularidades do supervisionado. 

     Esta exposição sobre nosso instituto e a formação que almejamos visa apresentar um esboço de nosso funcionamento e uma primeira ideia sobre a formação psicanalítica que a SBPSP oferece. 

João Baptista N.F.França

Diretor do Instituto da SBPSP

 

 
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