Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo
 
 
 
 
 
Instituto
INSTITUTO DE PSICANÁLISE DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANÁLISE DE SÃO PAULO
 

           Durval Bellegarde Marcondes ao entrar em contacto com as idéias de Sigmund Freud sobre a mente humana, pela leitura do artigo “Do delírio em geral”, escrito por Franco da Rocha e publicado em O Estado de São Paulo em 1919, aos poucos conseguiu catalisar ao seu redor um grupo de interessados na busca de conhecimento sobre a nova matéria. Em 1936 conseguiu trazer para São Paulo uma analista didata, a Doutora Adelheid Lucy Koch, referendada pela IPA, para iniciar as análises de acordo com as regras então propostas por esta instituição internacional.

            Aos 5 de Junho de 1944 Durval Bellegarde Marcondes, Adelheid Lucy Koch, Darcy de Mendonça Uchoa, Flávio Rodrigues Dias, Frank Julien Philips e Virgínia Leone Bicudo, formalizaram a fundação do Grupo Psychoanalytico de São Paulo. Nesta ocasião, o Grupo estabeleceu que seria criada uma Comissão de Ensino para organizar o estudo da Psicanálise, nos conformes estipulados pela International Psychoanalytical Association (IPA).

           Em 1951, por ocasião do XVII Congresso Internacional em Amsterdam, a IPA reconheceu como sua integrante a agora denominada Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP).

            Em Setembro ou Outubro de 1958 foi fundado o Instituto de Psicanálise da SBPSP, que recebeu posteriormente, como justa homenagem, o nome de “Durval Marcondes”.   O Instituto é o órgão da SBPSP que coordena as atividades didáticas na finalidade de formar psicanalistas. Tais atividades compreendem: análise didática dos pretendentes à formação psicanalítica, organização de cursos teóricos, seminários clínicos, supervisões oficiais, e a instalação de Comissões formadas para apreciar os relatórios de membros filiados visando sua qualificação segundo o Regulamento do Instituto.

            O Instituto é composto pela sua Diretoria e pelos Corpos Docente e Discente. Compõem a Diretoria: o Diretor, o Secretário Geral, o Secretário de Seleção, o Secretário de Currículo, o Secretário de Acompanhamento, o Secretário de Análise de Crianças e Adolescentes e o Secretário Adjunto.

           A Comissão de Ensino é um órgão da SBPSP cujos componentes são eleitos em Assembléia Geral Ordinária e é coordenada pelo Diretor do Instituto. É constituída por membros efetivos, sendo sete analistas didatas e cinco professores. Também participam da Comissão todos os membros da Diretoria do Instituto, considerados membros natos e dois representantes do Corpo Discente, eleitos por seus pares.

            A Diretoria do Instituto e a Comissão de Ensino têm por finalidade refletir sobre a formação psicanalítica e estabelecer suas normas.

 

Sobre a Formação

           A formação psicanalítica é oferecida a médicos e psicólogos graduados, registrados nos respectivos Conselhos Regionais. A aceitação de profissionais graduados em outras áreas do conhecimento humano ficará a critério da Comissão de Ensino.

           Para ser aceito como pretendente à formação é necessário ser aprovado em processo de seleção descrito no site www.sbpsp.org.br .

I. Plano de Formação

           Uma vez aprovado, o pretendente selecionado deverá iniciar sua análise didática.
           
           A análise didática é uma análise pessoal realizada com um analista didata da SBPSP, ou seja, um analista qualificado para esta função.

           Esta análise deverá ter a duração mínima de cinco anos, com a freqüência mínima de quatro sessões semanais de 45 (quarenta e cinco) ou 50 (cinqüenta) minutos de duração.   

           Os pretendentes selecionados e/ou membros filiados que não residam na Cidade de São Paulo estão autorizados a realizar “análise condensada”, em duas sessões diárias, em dois dias da semana.

II. Seminários Teóricos e Clínicos

           Esses seminários são coordenados por professores, membros efetivos da SBPSP.            
           Os seminários teóricos estão divididos em dois módulos, referidos como obrigatórios e eletivos.
           
           Os módulos obrigatórios totalizam 160 seminários assim distribuídos:
                   Estudo da obra de Freud: 7 módulos de um semestre (112 seminários).
                   Estudo da obra de Klein: 1 módulo de um semestre (16 seminários).
                   Estudo da obra de Bion: 1 módulo de um semestre (16 seminários).
                   Introdução ao Método Psicanalítico: 1 módulo de um semestre (16 seminários)

           Os módulos eletivos visam aprofundar os estudos psicanalíticos básicos e também propiciar o conhecimento de outros autores, assim como o estudo de temas instigantes da Psicanálise Contemporânea. O mínimo obrigatório de créditos requerido para os membros filiados é a participação em 100 (cem) seminários eletivos.

           Neste sistema de formação continuada, o membro filiado deverá fazer, ao longo de toda a formação, ao menos um seminário por semestre até a sua completa finalização.

          Os pretendentes selecionados e membros filiados poderão organizar, com docentes de sua escolha, tanto os seminários obrigatórios como os eletivos de seu interesse e assim participar diretamente da constituição de seu próprio currículo.            Com relação aos seminários clínicos, é obrigatória a participação em pelo menos 10 (dez) módulos; cada módulo tem a duração de dois meses, comporta oito seminários clínicos e é coordenado por um analista didata diferente. Totaliza-se assim 80 (oitenta) seminários clínicos. Em cada um destes seminários os membros filiados levarão material de sua clínica, para que se faça um exercício de compreensão do material e de correlação da teoria com a clínica.

III. Supervisões

           O membro filiado deverá atender em análise dois pacientes adultos, com a freqüência mínima de quatro sessões semanais. Cada um desses atendimentos será objeto de supervisão com um supervisor de livre escolha do membro filiado entre os analistas didatas da SBPSP (excluindo seu próprio analista didata); as supervisões não podem ser simultâneas. Cada supervisão terá a duração mínima de 80 (oitenta) horas, com um encontro semanal com o supervisor.

           A Diretoria de Atendimento à Comunidade da SBPSP dirige e coordena uma Clínica de Atendimento à população, que oferece aos membros filiados a possibilidade de atender pacientes em pelo menos quatro sessões semanais.

           Terminada a supervisão, o membro filiado ao Instituto deverá apresentar um relatório dessa experiência. O relatório será apreciado por uma Comissão organizada pela Diretoria do Instituto, através de sua Secretaria de Acompanhamento. O membro filiado sugerirá os nomes de seis membros efetivos, sendo quatro analistas didatas e dois professores, dos quais a Secretaria de Acompanhamento escolherá três, sendo dois didatas e um membro efetivo. Este grupo discutirá com o membro filiado o seu relatório, aprovando-o ou não; posteriormente relatará por escrito sua conclusão à Diretoria do Instituto.

           Uma vez concluídas as obrigações curriculares, e tendo sido nelas aprovado, o membro filiado será qualificado pela Diretoria do Instituto como psicanalista.

IV. Formação em análise de crianças e adolescentes

           O Instituto também oferece formação em Análise de Crianças e Adolescentes.     Essa formação divide-se em duas partes: básica e especifica. Ambas podem ser realizadas durante a formação geral,como cursos eletivos desta.
           
           A formação especifica diz respeito a cursos sobre a técnica, e os fenômenos de transferência e contratransferência das psicopatologias próprias da criança e do adolescente.

           São obrigatórias supervisões de 3 (três) pacientes (criança pequena, latente e adolescente), de 40 (quarenta) horas cada uma.

 
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